George, o coach frente amplista
George, o coach frente amplista – Fulgêncio Pedra Branca. Há aqueles dias em que a distopia é tão grande que a gente se sente como aqueles japoneses deixados em alguma ilha do pacífico, que 40 anos depois, achavam que a Segunda Guerra Mundial não tinha terminado. Ultimamente, este velho dinossauro marxista tem se sentido um sobrevivente da guerra fria, algo como aquela mãe do filme “Adeus Lênin”. É um sentimento agônico, mas, de certa forma, ainda é um refúgio contra o avanço de uma esquerda BBB que acha que faz luta de classes eliminando um racista no programa da Globo, mas financiando a imbecilidade coletiva. O Brasil virou uma grande distopia, entre sociopatas antivacinas, terraplanistas anarcocapitalistas e supremacistas brancos tupiniquins mestiços, só é possível sobreviver enxugando uma ou duas garrafas de boa cachaça diariamente. Como diria Vinícius, “hay dias que não sei lo que me pasa, eu abro meu Neruda e abraço o sol, misturo poesia com cachaça, e fico discutin...