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Mostrando postagens de novembro, 2021

Raloim x Saci, a batalha do século.

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  Raloim x Saci, a batalha do século. Como todos sabem, sou sexagenário e muito pouco afeito a esta coisa da internet. Sinto muita falta da minha máquina de escrever Remington 25, e vira e mexe aperto alguma tecla e some metade do texto neste notebook velho, doado por um primo melhor dotado financeiramente (gostaram do uso do tucanês no texto?). Disseram que para eu voltar ao mercado de trabalho teria que me atualizar, aí saíram me inscrevendo em instagram, twitter, facebook o diabo a quatro, para eu dar conta do mundo virtual. O mundo virutal é, como diria Renato Russo, uma festa estranha com gente esquisita. Tive que aprender uma tal de trending topics, achei que fosse pipoca de micro-ondas, mas é, apenas, uma espécie de onda do momento, em que você tem que surfar para alcançar um número maior de seguidores. O velho Umberto Eco já “lacrou” uma vez dizendo que as redes sociais deram voz a uma multidão de imbecis. Se a pessoa tiver um computador e conseguir dizer a efemérid...

Iemanjá recusou a oferenda

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  Por: Fulgêncio Pedra Branca* Por estar desempregado e por absoluta falta do que fazer, resolvi dar uma caminhada matinal na Praia da Copacabana, para ver se conseguia filar um chope ou uma cerveja, de algum amigo desavisado, nos arredores. Quando caminhava, distraído, vi meia dúzia de gatos pingados, vestidos de branco de cima a baixo. Logo me animei, em festas de Iemanjá, Iansã e Ogum, sempre tem marafo (1). O plano era simples, misturar-me ao povo de santo, acompanhar a procissão até o mar e filar uma boia e uma cachaça. Velho e meio cegueta, só comecei a tentar entender o que acontecia me aproximando daquela micareta esquizofrênica. Primeiro pensei que fosse a reedição da revoada das galinhas verdes, vi bandeiras supremacistas brancas, bandeiras monarquistas, faixas de Lula Ladrão, fora PT e coisas afins, para minha surpresa e total desentendimento, logo vi mesclado, naquele exército de Brancaleone, 3 ou 4 bandeiras comunistas, umas duas do partido do Solzinho amarelo (propaga...
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O churrasco com Namastê – Fulgêncio Pedra Branca. Nestes tempos muito bicudos, o que me resta é apelar para os amigos para tentar, no rateio, mordiscar um pedacinho de carne chamuscada. Todos sabem que além de alcóolatra, hipocondríaco, desempregado e de viver de bicos, também sou um homem velho. Um dinossauro de uma outra geração, um dinossauro sobrevivente da guerra fria, que guarda com carinho seu modelo de T34 na estante de mogno inglês, relíquia e herança de meu velho pai, também ateu e comunista. Todavia, tenho tentando me modernizar, desde que comecei a namorar Namastê, uma jovem senhora participante não filiada de um mandato do partido do solzinho, a quem conheci numa perfomance pós moderna de teatro da PUC, encenada na laje da favela do Urubu. Tem sido uma tarefa inglória aprender o vocabulário e a gramática identitária, e todas as variações do que posso e não posso falar toda vez que saio com ela para um restaurante vegetariano macrobiótico integral identitário polit...